Ijiranaide Nagatoro-san romantiza bullying? Spoiler: NÃO!!!

Ijiranaide Nagatoro-san romantiza bullying Spoiler NÃO 1

Desde que Ijiranaide, Nagatoro-san estreou em 2021, surgiu uma polêmica na internet: “o anime romantiza bullying”. E, sinceramente? Essa é uma daquelas críticas que parecem feitas depois de assistir dois clipes soltos no Twitter.

O anime acompanha Naoto Hachioji, um garoto tímido do clube de artes, que vira alvo das provocações constantes de Hayase Nagatoro. Ela zoa, provoca, constrange — tudo de forma exagerada e dentro da proposta de comédia romântica. E é justamente aí que parte do público resolveu apertar o botão do pânico.


Bullying ou dinâmica de comédia?

Existe uma diferença enorme entre bullying real e uma dinâmica ficcional construída para gerar humor e tensão romântica. No começo, as provocações são mais intensas, sim. Mas rapidamente fica claro que existe contexto, intenção e evolução.

Nagatoro não é uma agressora fria tentando destruir o protagonista. Ela é uma adolescente socialmente desajeitada que usa a provocação como forma de se aproximar. E o próprio Senpai, ao longo dos episódios, ganha mais confiança e passa a reagir — o que desmonta totalmente a ideia de vítima passiva sendo “romantizada”.


A crítica que ignora o desenvolvimento

Quem realmente assistiu à primeira temporada percebe o crescimento da relação. Há momentos de carinho, ciúmes, proteção e vulnerabilidade. Reduzir tudo isso a “romantização de bullying” é ignorar metade da narrativa — ou simplesmente querer gerar engajamento com indignação fácil.

O mais curioso é que, mesmo com a segunda temporada aprofundando ainda mais o lado romântico da história, o mesmo discurso continuou aparecendo. O que mostra que, para alguns, a polêmica importa mais do que a obra em si.

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No fim das contas…

Ijiranaide, Nagatoro-san é uma comédia romântica com humor provocativo. Pode não ser para todo mundo — e tudo bem. Mas tratar a obra como se fosse propaganda de comportamento tóxico é um exagero que não se sustenta quando se assiste além dos primeiros minutos.

Às vezes, o problema não está no anime. Está na vontade de problematizar qualquer coisa que renda clique.

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